21 de agosto de 2008

O Caminho

Segunda a Sexta-feira. “Mãe! Tô indo, não deixa ninguém mexer nas minhas coisas!”. Vou para o ponto de ônibus correndo como um louco, “Meus Deus, o ônibus já passou!”. Desvio de uma buraco enorme, quase caí, quando fui verificar os horários. Uma senhora revira o lixo alheio deixando tudo bagunçado. Continuo a trajetória, ninguém na parada e fico lá, contando os minutos debaixo de um sol cáustico. Chega alguém que pergunta se a condução já passou, eu somente respondo balançando a cabeça com um sinal negativo. De repente, vejo o letreiro de longe e dá uma sensação de alívio. Ao entrar, sinto olhares, as pessoas são sempre muito curiosas, olham todos que entram, parece medo de assalto. E não sem razão.

Nossa, quando passa na ponte de um riacho que nojo! Que cheiro horrível! Quem teve a idéia imbecil de colocar o aterro de lixo bem ao lado? E como será que vivem essas pessoas das redondezas? Deve ser algo muito triste de se ver.

No percurso, tem sempre alguém vendendo algumas coisas, que vai da água aos bonecos de pelúcia, não duvido se venderem drogas também. É incrível a quantidade de bares que têm. Será que as pessoas consomem tanto álcool assim? É o que parece, pois sempre tem dois ou três bêbados pra “decorar” o local.

Ainda no ônibus, sobe e desce gente direto, que aflição. “Vou chegar atrasado! Porque essas pessoas vão pedir parada logo aqui?”. E vêm logo aquelas que são mais espertas, com um monte de coisas na mão e me olham com aquele olhar de quem diz: “leva as minhas coisas?”, peço pra levar, resisto um pouco lógico, pois quase nunca uma alma caridosa leva as minhas mesmo fazendo a tal cara ou quase chorando.

Chego ao terminal, que sorte! Tem um ônibus parado, corro mais, atropelando todo mundo e quando chego lá, o motorista fecha a porta, que raiva! Vejo pessoas com um broche “que emagrecer?” da Herbalife, até parece que eu quero! Chega outro ônibus logo, nunca consigo ir sentado, e as pessoas passam e tentam me levar junto, pisam no meu pé sempre. Que vontade de despejar todo mundo no Mira Y Lopez, povo mais doido!

Chego à faculdade. “Graças a Deus!”. Converso com alguns colegas, antigos e novos. O pessoal, a maioria, tudo uma beleza só. Assisto a aula, tudo corre normalmente. Um monte de trabalhos pra fazer... O bom é que não só eu terei que fazer.

Então, no caminho de volta, é uma viagem. Espera de dez, vinte minutos. O ponto lotado de gente de toda qualidade. Lá vem meu transporte, que bom. Lotado! Será que nunca pego um ônibus com cadeiras vagas? Não subo com as minhas forças, as pessoas me levam e quando vejo, já passei até da catraca. E recomeça o martírio de volta pra casa...

1 comentários:

Silmara Alves disse...

Jaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiro que massa a sua rotina! Se bem que você não a valoriza né... mas poxa a gente ainda vai comprar um bom carro cê vai ver...mas o trânsito de Fortaleza é hó-rrí-vi! Você me incluiu nos amigos antigos pô me valoriza!!!
Seu CHATo!
=*